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Ela estava sentindo-se fraca, havia realizado uma pequena cirurgia odontológica de enxerto gengival e estava com dificuldades na ingestão dos alimentos. O palato doía muito quando tentava se alimentar, de forma que nos últimos três dias sua nutrição estava bastante prejudicada.
Pela manhã, após tentar ingerir uma vitamina de frutas, sentiu-se mal e foi até a cama para deitar-se, pois estava quase desmaiando. Chegando no quarto, ao chegar perto da cama, foi a última lembrança que teve antes de se ver caída no chão, o criado mudo deslocado da parede com os objetos que estavam em cima desse móvel espalhados pelo chão. Não sentiu nenhuma dor nesse momento, apenas levou a mão perto da orelha esquerda e sentiu um líquido pegajoso nos seus cabelos, escorrendo levemente atrás da orelha. Foi ao espelho do banheiro e viu que era sangue que escorreu da sua orelha cortada, o lóbulo pendurado, somente uma pequena parte dele seguro na lateral.
Viu também que o lado esquerdo do seu rosto estava bastante machucado, com manchas vermelhas, que se transformaram em hematomas no dia seguinte, assim como o lado esquerdo do seu ombro. Como não sentiu nenhuma dor, ficou feliz pois não havia sintomas de fratura no seu corpo.
Quando viu o corte na orelha, imediatamente pegou o celular e ligou para sua filha que encontrava-se no trabalho, relatando a ela o acidente. Esta imediatamente atendeu, levando-a para o atendimento de urgência, para fazer a sutura. Por sorte naquele dia estava de plantão, no atendimento de urgência do hospital, uma médica amiga da família que atendeu prontamente, requisitando os exames necessários (tomografia e eletrocardiograma), verificando também os sinais vitais da paciente. Estava tudo bem: pressão normal, temperatura normal e oxigenação sanguínea normal. O resultado da tomografia e do eletrocardiograma também normais.
Ela ficou muito feliz com o resultado dos exames, estava com perfeita saúde. Portanto a única coisa que precisava de tratamento era o lóbulo da orelha que estava quase desapregado, ficou seguro somente por uma pequena cartilagem na lateral. A médica tratou logo de fazer a sutura, após a análise pelo cirurgião coordenador do atendimento de urgência.
Não havia cirurgião plástico na urgência daquele hospital e como a sutura deveria ser feita o mais rápido possível, descartou a idéia de marcar consulta em clínica especializada em cirurgia plástica, confiando no trabalho da médica do atendimento de urgência daquele hospital, que é clínica geral.
A sutura na orelha foi realizada, ela sentiu seu anjo da guarda ali pertinho, orientando a médica nessa pequena cirurgia de urgência. Ficou bastante tranquila, o que foi surpreendente e maravilhoso, pois ela sempre foi muito temerosa em relação a procedimentos cirúrgicos. Nesse momento até brincou com a médica, rindo com ela, lembrando do episódio ocorrido com o pintor holandês Vincent Van Gogh, quando este também teve um acidente e cortou parte da sua orelha.
Por fim a orelha foi suturada, um trabalho minucioso realizado por uma excelente médica, com a precisão de um cirurgião plástico, de forma que o corte na orelha ficou pronto para cicatrização, voltando a ser perfeita da forma como foi criada. Quinze dias depois já estava pronta para retirada dos pontos, ela foi atendida em outro hospital, por outro médico (a médica que fez a sutura de urgência estava viajando de férias ). Tanto o médico do atendimento, quanto a enfermeira que retirou os pontos, foram muito atenciosos e gentis.
No dia seguinte teve um sonho, quando momentos antes da queda viu uma figura ameaçadora, uma sombra em sua direção dizendo de forma bastante raivosa: “ESCUTA-ME!”. A figura era fantasmagórica e ameaçadora. Lembrou que no sonho ficou assustada e afastou-se instintivamente de lado, quando caiu em cima do criado mudo, que devido ao peso do seu corpo deslocou-se da parede, cortando o lóbulo da orelha, machucando o lado esquerdo do seu ombro e rosto.
Nesse sonho, viu que no momento da queda apareceu um anjo acompanhado de outros dois amparadores, mas ela somente via um deles que disse: “Fica tranquila, vamos cuidar de você. Estávamos aqui, eu e outros dois amparadores, cuidando de você no momento da queda, o ataque psíquico que aconteceu teve o mínimo de consequências e serve de alerta para você tomar mais cuidado com suas conexões mentais.” Disse isso e desapareceu. Ela porém não viu os outros dois anjos que estavam com ele no momento da queda.
Deu graças a Deus e aos Anjos amparadores (agentes e mensageiros de Deus), pois tudo que aconteceu serviu para seu aprendizado e para sua evolução. Sentiu também imensa gratidão a todos que lhe prestaram socorro nesse acidente. A equipe médica de urgência, em especial à competente médica e querida amiga, gratidão eterna. Também gratidão e amor incondicional à sua amada filha, que prestou socorro no momento certo, levando-a ao setor de urgência do hospital.
Nos dias seguintes ela refletiu sobre o ocorrido e compreendeu que o acidente não foi obra do acaso e sim de uma “causalidade”. Serviu para que ela tomasse consciência e procurasse cuidar melhor das suas conexões energéticas (emocional e mental), procurando conectar-se somente com pessoas de boas vibrações e evitando conexões que possam desviá-la no bem. Percebeu que nem sempre ficamos atentos e por isso é muito importante seguir o ensinamento “orai e vigiai”. Vigiar os pensamentos, evitando que eles nos transportem para baixas vibrações e procurar estar em boas companhias, pessoas com as quais nos sentimos bem.
Hoje sua orelha está perfeita, como sempre é. O trabalho realizado pela médica que fez a cirurgia de reconstituição foi perfeito.Valeu passar por essa experiência, pois assim ela teve consciência que é uma pessoa forte, muito corajosa e abençoada. Por tudo isso, deu graças a Deus.
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